sábado, 11 de julho de 2009

Temos saudades de Tavira.

(Intervenção proferida pelo Mandatário Geral da Candidatura do PS-Tavira, Dr. Carlos Santos, no Jantar de Apresentação de Candidatos)

Há mandatos e mandatos. Este que agora recebi do PS para representar a sua candidatura é muito especial. Em nome do PS, como seu mandatário para as Autárquicas, dou-vos as boas vindas a este jantar. Uma saudação amiga a todos.

A candidatura do PS às Autárquicas é hoje apresentada a Tavira formalmente neste jantar.

E, como todos já sabem, é liderada pelo nosso Jorge Botelho.

Conheci o Dr. Jorge Botelho em 1994 quando regressou a Tavira, depois de ter terminado o seu curso em Coimbra, para vir exercer a profissão de advogado. Aqui, na sua terra, em Tavira.

Fez o estágio comigo e com a minha equipa e, após o estágio, convidei-o a partilhar o escritório, o que aceitou com grande satisfação da minha parte por saber que passaria a contar com um colega dedicado à profissão e que faria dela uma missão como todos nós lá fazemos.

Vi que era um homem de causas, trabalhador, leal, um homem responsável, em quem se podia confiar. E não me enganei como se veio a verificar desde então até hoje, já lá vão 15 anos.

Hoje aqui o temos a bater-se por mais uma causa, uma causa maior a causa da sua e da nossa cidade e concelho de Tavira. Ele e a sua equipa.

Na verdade, mal tinha começado a exercer a profissão de advogado e desde logo com sucesso, a política veio disputá-lo à advocacia e desafiou-o para exercer um cargo de elevada responsabilidade como dirigente na Segurança Social, em Faro.

Ainda hesitou, entre a profissão de advogado que estava a iniciar com êxito e o alto cargo para que o chamavam. Pediu-me a opinião. Disse-lhe que já era um advogado de sucesso em início de carreira, mas que, pelas suas qualidades, teria igual sucesso na política, uma vez que reunia todos os requisitos necessários – era trabalhador, era responsável, era empenhado, era um homem de causas e de valores, bem apetrechado tecnicamente e um lutador sereno e lúcido.

Ele resolveu aceitar o desafio e foi assim que perdi um colega. Nunca mais regressou à profissão.
Mas ganhei um político para a minha terra, para Tavira, competente e trabalhador, como seria na advocacia, se lá tivesse continuado.


E é assim que o temos aqui hoje a liderar este processo de devolver Tavira aos Tavirenses.

Na verdade, o Dr. Jorge Botelho, sendo capaz de ser um homem da justiça do caso concreto, um advogado, é hoje muito mais um homem da justiça social, da justiça para todos, desde os mais fracos, os mais desfavorecidos até aos mais afortunados, num enlace solidário entre todos. È um homem solidário. E essa é que é a verdadeira Justiça.

Porque a outra justiça, a dos tribunais, a justiça do caso concreto, serve apenas aqueles que têm questões para resolver. Os pobres, os desprotegidos e todos os cidadãos em geral, todos nós, precisamos de uma outra justiça, da justiça democrática, social, da justiça do desenvolvimento económico, da educação, das creches para os nossos filhos, da saúde, da assistência na doença, no desemprego, onde ele já mostrou a sua competência e a sua capacidade de gestor, de organizador, de líder.

O Jorge Botelho é um homem de valores, virado para o bem dos outros, o bem de todos, para uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais alegre, menos tensa, em liberdade, onde caibam todos e não apenas só aqueles que nos obedecem e nos seguem.

E é um homem de competências e de capacidades adquiridas na juventude, na escola, na Universidade e alicerçadas na experiência de todos os dias desde a barra dos tribunais até à gestão de um organismo tão complexo como é a Segurança Social de toda a região do Algarve.

É um homem com escola. Passou pela Universidade. E não só a de Coimbra, onde tirou o seu curso de Direito.

Espírito insatisfeito como é, procurou melhorar a sua preparação académica para as tarefas e responsabilidades profissionais e políticas, voltou à Universidade, mas agora a do Algarve, onde tirou novo curso superior, mas agora de Gestão.

Não é, pois, um amador. É um profissional que se prepara para os desafios e para as responsabilidades.

Mas é também um homem com escola política. É um militante comprometido com o seu partido e, através dele, com toda a sociedade, um homem enquadrado politicamente, que veste uma camisola que é sua e é a nossa. Só a militância partidária pode servir de escola política, porque é ela que dá traquejo, que dá experiência.

Vem da juventude socialista. Faz política desde a juventude. A política, como tudo, também precisa de treino, desde novo, para desenvolver esse bichinho da preocupação pelos outros, por fazer mais e melhor, por dinamizar, por intervir para o bem de todos. Os grandes desportistas só o são quando começam de pequeninos. Joaquim Agostinhos, forças da natureza, há poucos, muito poucos. Por isso, não tivemos outro. E o Ronaldo e o Figo, e, vá lá, o nosso velho Eusébio, começaram cedo, muito cedo, no Pastilhas e na Madeira e em Moçambique. E trabalharam muito, mesmo muito. Foi isso que fez Jorge Botelho. Tem trabalhado muito, mesmo muito, em cargos de elevada responsabilidade profissional e política, dentro do partido, nos órgãos autárquicos, onde, aliás, lidera a bancada do PS na Assembleia Municipal, intervindo sempre, à procura de melhorar o que não está bem.

Tudo isto faz dele um homem de confiança, fiável, um homem sério, que mostrou o que vale, não só profissionalmente, como também em cargos públicos de levada responsabilidade. Ganhou com isso e merece toda a nossa confiança.

Não tive por isso quaisquer dúvidas, nem hesitações em aceitar este honroso cargo quando me convidou para seu mandatário, para mandatário do PS em Tavira, que ele dirigia e dirige, como presidente da Comissão Política Concelhia. Aceitei a incumbência como uma honra, uma distinção, dele e do partido, que agradeço e a que espero poder estar à altura de corresponder e ganhar mais esta causa, que, como todas as grandes causas, exigirá muito trabalho, empenhamento e determinação de todos os que estão connosco.

Em conclusão

O Jorge Botelho é um homem talhado para o lugar a que se candidata, para presidente da Câmara deste concelho onde, como advogado, defenderá a causa de todos nós, que é o bem-estar e o progresso deste concelho.

Tem equipa e tem capacidades, competência e experiência não só política, mas de governo na Administração Pública, pois
governa toda a Segurança Social no distrito de Faro.

Tem know-how, como me dizia há dias um eleitor independente que me dizia também que desta vez ia votar no candidato do PS, porque lhe merecia toda a confiança, porque o Jorge Botelho era um homem com know-how. E de facto para se ser presidente da Câmara é preciso know-how, é preciso saber fazer, conhecimento, competência técnica, para além da competência política. Não basta parecer simpático.

O Jorge Botelho tem demonstrado ao longo da sua vida profissional que está à altura destas responsabilidades e que é um homem de confiança, profundamente humanista e com grande capacidade técnica.

Por tudo isso acredito nele e na sua equipa e todos nós, Tavira inteira, podemos confiar. É uma equipa de confiança, a todos os níveis. E é disso que nós precisamos.

Jorge Botelho e a sua equipa vão trazer-nos Tavira de volta. Com o nosso voto e o nosso empenho, porque todos queremos que isso aconteça, para bem de Tavira, para nosso bem.

Todos nós temos saudades de Tavira, duma Tavira amiga, onde não haja medo e onde haja alegria, onde possamos ser nós, em liberdade, sem constrangimentos, sem crispações.

Uma Tavira onde caibam todos, onde apeteça viver, onde se respire o ar da liberdade e da confiança, da amizade e da tolerância, da democracia.

Uma Tavira que tenha sobretudo a ambição de ser de todos os tavirenses e não só daqueles que estão do nosso lado, onde todos, sem excepção, se sintam bem. Uma Tavira humanizada, de cada um e de todos ao mesmo tempo. Só assim Tavira será grande.

Queremos de volta uma Tavira bonita, sem tanto betão, mais natural, com mais Gilão, aquele Gilão, onde o Bartolomeu Cid dos Santos depositou as suas cinzas, a sua alma de artista, uma Tavira com alma de artista, digna do Álvaro de Campos da Ode Marítima, que aqui veio nascer e do poeta Emiliano da Costa, e de tantos mais, uma Tavira da cultura.

Uma Tavira democrática, não autoritária, não autocrática, nem demagógica.

Precisamos dum presidente que saiba pensar por si próprio, e que pense em Tavira, e nos tavirenses e não apenas em si.

E que nunca se esqueça de ouvir os outros, a sua equipa, para aferir as suas próprias ideias e assim melhorá-las, porque ninguém é auto-suficiente.

Nós sabemos que o Jorge Botelho e a equipa de candidatos que o acompanham constituem uma candidatura digna, de gente de valor e com valores. Gente disposta a servir os outros. Gente ambiciosa, mas a sua ambição é a de conseguir o progresso do concelho e o bem-estar dos munícipes e não o seu próprio.

Temos saudades de Tavira.

Estamos fartos desta Tavira taciturna, cinzenta, tensa, crispada.
Temos saudades de uma Tavira alegre, solta, descontraída, sem medos, sem fantasmas, virada para as pessoas, uma Tavira que seja de todos e não só de alguns.

Não queremos mais uma Tavira virada de costas para as pessoas, para os tavirenses, como a fonte do canto do Veneza, qual símbolo presente em plena praça do município, que ali está de costas voltada para tudo e todos, teimosamente.

Vamos devolver Tavira aos tavirenses. Boa campanha, Jorge. Vamos estar todos ao teu lado e da tua equipa para que Tavira vença.

Bom jantar, meus amigos.

2 comentários:

Noélia disse... disse...

Quero felicitar duas pessoas:

A primeira é o Dr. Carlos Santos pelo seu excelente e brilhante discurso.

A segunda é o Dr. Botelho por ter escolhido o Dr. Carlos Santos para mandatário da sua campanha. Excelente escolha!

Caro Dr. Carlos Santos,

Também eu tenho saudades de Tavira, de Tavira e da ilha de Tavira! E como tenho!...

Apesar de ser ainda jovem já posso, infelizmente (porque o desejável deveria ser ao contrário), dizer que ainda sou do tempo em que:

- A ilha de Tavira era, realmente, um paraíso;
- A ilha de Tavira era bastante mais limpa;
- A ilha de Tavira era bastante mais segura;
- A ilha de Tavira era bastante mais acolhedora, agradável e “castiça”;
- A ilha de Tavira era realmente um prazer de ilha!

Quando falamos em mudança, crescimento, evolução, espera-se sempre um resultado positivo e assente no pressuposto de que nem sempre a quantidade anda aliada à qualidade. No caso da ilha de Tavira e desde há cerca de cinco, seis anos que a qualidade se tem vindo a degradar bastante. A sensação com que se fica é a de que agora vale tudo e o facto da ilha estar inserida em pleno Parque Natural da Ria Formosa é só para algumas situações que nem
se percebem quais são, porque a avaliar por outras não me parece que se aplique o respeito e preservação pela Natureza.

Não é de agora que me tenho vindo a decepcionar com o que se passa na ilha. De ano para ano tem-se verificado uma diminuição na qualidade do ambiente a todos os níveis:

- A areia anda bastante mais suja, as “beatas” são imensas na areia onde, afinal, os meus filhos brincam; O nosso Presidente diz que não gosta de "lamber cinzeiros", e eu não gosto de ver os meus filhos a "lamberem beatas" que encontraram na areia, porque é esse o risco que corro se desviar o olhar deles por alguns instantes.

-Já não se vê, como antigamente, pela manhã e ao fim da tarde um tractor a limpar a areia;

-o ruído e tráfego provocado pelos tractores de apoio aos bares e restaurantes também tem vindo a aumentar bastante;

- Os trilhos definidos para estes veículos circularem não são respeitados;

- Estes veículos circulam a qualquer hora do dia, da noite e da madrugada, provocando bastante ruído e incomodando;

- Com a abertura de mais um bar de apoio dentro do parque de campismo o ruído também aumentou. Afinal, também têm a sua música ambiente, que para se fazer ouvir tem que estar mais alta do que a do vizinho do lado;

- As passadeiras estão cada vez mais congestionadas. Antigamente os restaurantes ficavam distantes da passadeira, depois foram-se ampliando e chegaram até à passadeira. Depois começaram a colocar mesas e cadeiras na areia no outro lado da passadeira. Depois começaram a colocar toldos. Depois fizeram uma base sólida em cima da areia, Depois cobriram tudo. Depois ..., não tarda muito temos novos restaurantes no lado esquerdo da passadeira onde começou por ser uma tímida e modesta esplanada.

- Como se não bastasse termos que nos afastar dos empregados que andam de um lado para o outro a servir os clientes, carregados com bandejas, pratos, cataplanas e etc., ainda temos que nos desviar das vitrinas expositoras dos peixes, dos expositores de ementas e ainda mais, de um bónus recente, dos toldos que chegam quase a metade do espaço da passadeira, e que fazem sombra às ditas vitrinas do peixe. Ora digam-me lá se não estão já cansados só de lerem a minha descrição? Então experimentem ir à ilha em Julho e Agosto... e já agora se tiverem alguém da família ou amigos com carrinhos de bebé levem também, e divirtam-se!

- E o pior de tudo isto é, no meu entender, que ninguém se parece preocupar com nada, é o completo “Laissez faire, laissez passer!”.

Convido-vos, e a todos os leitores, a lerem o meu último comentário em:
http://noeliadisse.blogspot.com

Cumprimentos,
Noélia

Eduarda disse...

Quando o Dr. Carlos Santos disse "... aquele Gilão, onde o Bartolomeu Cid dos Santos depositou as suas cinzas, a sua alma de artista...", quantos dos presentes conheciam o caso que ele estava a falar?