sexta-feira, 8 de maio de 2009

Todos por TAVIRA... já está na rua!

Desde ontem estão nas ruas e estradas do concelho de Tavira, os primeiros elementos gráficos da campanha de comunicação "Todos por TAVIRA", apelando à adesão e mobilizaçao dos tavirenses na eleição dos órgãos das Autarquias Locais.

Em locais estrategicamente escolhidos para alcançar o maior impacte visual e evitar quaisquer ruídos comunicacionais, a Direcção de Campanha deliberou evitar a colocação em locais do centro histórico ou junto de imóveis de elevado valor patrimonial. Todos por TAVIRA!

Nota - Dentro de dias, será lançada a segunda fase da campanha, orientada para outros públicos e assente noutros meios. Esteja atento!

sábado, 25 de abril de 2009

“Todos somos tavirenses.”


Jorge Botelho convocou todos os tavirenses a participarem activa e empenhadamente no processo de mudança que as Autárquicas ‘2009 vão proporcionar em Tavira.

O presidente da Secção Concelhia do Partido Socialista e candidato à presidência da Câmara Municipal de Tavira falava no 5.º almoço comemorativo do Dia da Liberdade em Santa Luzia, perante mais de 250 amigos, militantes e simpatizantes, entre os quais se contavam Luís Villas Boas (Militar de Abril e director do Refúgio Aboim Ascensão / Emergência Infantil) e o ex-dirigente e governante socialista Luís Filipe Madeira.

As primeiras intervenções foram feitas pelo coordenador Autárquico do PS-Algarve, Fernando Anastácio, que manifestou o apoio e solidariedade das estruturas partidárias na candidatura, e Carlos Alberto Rodrigues “Belhy” (presidente da Junta de Freguesia de Santa Luzia) exigiu “o regresso das comemorações oficiais do Dia da Liberdade a todo o Município de Tavira!”

Amigo de longa data do candidato socialista, Luis Villas Boas partilhou com os presentes a sua experiência no Movimento dos Capitães e na Revolução dos Cravos, episódio a episódio, numa lição de história viva na primeira pessoa.

Luís Filipe Madeira evocou a génese da Revolução em Tavira, nomeadamente o papel desempenhado pelos “tavirenses” da classe de sargentos do ex-CISMI junto dos contingentes expedicionários na Guerra Colonial, e citou Zeca Afonso afirmando que "o diabo é quando o Homem se põe a pensar", para recordar as inúmeras reuniões realizadas na casa de ilustres cidadãos tavirenses para preparar o dealbar da Revolução.

Numa referência à extinção das comemorações oficiais no Município, Luís Filipe Madeira mostrou-se confiante e disse que "com o Jorge Botelho na Câmara, todos os dias serão de ABRIL EM TAVIRA!"

Na intervenção final, Jorge Botelho afirmou que "vamos transformar Tavira numa terra de Abril e acabar com o medo na cidade. Aproveitar as oportunidades e dinamizar a economia. Apoiar quem mais precisa e o tecido associativo. Connosco não haverá cidadãos de primeira e de segunda. Todos somos tavirenses!"

"Temos que valorizar as nossas potencialidades e criar empregos de qualidade. Queremos fixar a malta nova em Tavira e aproveitar tudo aquilo que têm de melhor”, sublinhando que “gostamos de trabalhar em equipa e não temos medo das ideias dos outros!"

“Tavira precisa de todos e de cada Tavirense para dar os passos necessários para afirmar-se como principal pólo urbano do Sotavento Algarvio”, disse Jorge Botelho, apelando à participação dos tavirenses na construção de uma “cidade mais viva e inclusiva”, onde “cada um de nós tem um papel a desempenhar. Uma missão que não podemos recusar!”

“Convido-vos a participar neste processo de mudança de forma activa e empenhada. De forma responsável e tolerante, respeitando os desígnios e os princípios que fizeram Abril, contribuindo para uma Democracia mais forte e solidária” sublinhou a concluir, acrescentando que “Tavira vai voltar a ser de todos!”

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O PS-Tavira na Imprensa

OBSERVATÓRIO DO ALGARVE - Botelho quer Tavira ‘capital’ do sotavento

Todos por TAVIRA.


DECLARAÇÃO PÚBLICA

1. A necessidade de um novo ciclo político em Tavira

Importa sublinhar, nesta breve declaração, que as linhas mestras que sustentam esta candidatura e as grandes ideias que defendemos para Tavira decorrem de uma profunda reflexão e do contributo de uma equipa empenhada em defender os valores identitários que distinguem os tavirenses.

Como se pode constatar, os últimos quatro anos do município de Tavira podem ser caracterizados por um crescimento baseado no betão, logo seguida de estagnação, de perda de valores identitários, de falta de estratégia e de ambição para o concelho.

O crescimento desproporcionado de fogos e urbanizações periféricas, a falência das actividades económicas, a falta de harmonia entre o campo, o mar e a cidade, é a imagem de marca deixada pelo executivo e representa um retrocesso no nosso desenvolvimento colectivo.

A perda da qualidade de vida, a morte lenta do centro da cidade, a falta de jardins e de espaços públicos de excelência, o caos do trânsito e do estacionamento, o crescimento de edifícios de baixa qualidade e de estética sofrível, são traços cada vez mais presentes no nosso concelho.

O aumento da burocracia, nos serviços municipais, a ausência de sensibilidade social e de eficiência nas empresas municipais, as dificuldades de assumir os compromissos com as Juntas de Freguesia e com outras entidades têm sido marcas dos últimos anos na gestão autárquica de Tavira.

Por tudo isto estamos convictos da necessidade imperiosa de mudar o projecto político para Tavira. Pensamos que o melhor para o nosso concelho é iniciar um novo ciclo, com novas propostas e com novos protagonistas.

Para protagonizar a mudança necessária acreditamos que temos o projecto, as propostas e as pessoas certas que Tavira precisa.

Representamos competência técnica alicerçada em experiências profissionais em organizações públicas e privadas complexas, de índole regional e local, com quadros de pessoal e financeiro de grande dimensão.

Detemos uma sensibilidade social virada para a resolução dos problemas das pessoas que mais necessitam da solidariedade de todos nós. Em tempos de crise, temos que ser mais criteriosos e apoiar quem mais precisa!

Vibramos com Tavira, colocando a nossa juventude e ambição ao serviço do concelho, com ideias e visão que vão para além do que está mais próximo, para além da árvore para descortinar a floresta. Tavira precisa de um novo ciclo político. Tavira precisa de tomar um novo rumo.

2. As grandes ideias que defendemos para Tavira

O Município deve ser uma alavanca ao serviço do desenvolvimento do concelho e não mais um obstáculo que empresas e cidadãos têm que ultrapassar.

A Câmara Municipal tem de ser moderna, ágil e democrática. Defendemos a institucionalização de mecanismos mais democráticos que assegurem a participação dos munícipes nas grandes decisões de interesse colectivo, como seja o orçamento participativo.

As Empresas Municipais têm de ser instrumentos ao serviço dos munícipes e das actividades económicas e sociais que se desenvolvem no concelho, portadoras de elevada responsabilidade social e não instituições que prosseguem apenas a obtenção de lucros.

A Assembleia Municipal é o órgão político por excelência de fiscalização da acção do executivo, tendo por isso de ser valorizado. Deverá ser o espaço privilegiado de debate e o local para congregar esforços e alcançar soluções de futuro.

As Juntas de Freguesia têm um papel central na resolução de problemas de proximidade. Há que dotá-las com os meios necessários à execução das suas funções, reforçando os actuais mecanismos de transferência de competências e de recursos humanos, financeiros e materiais.

Tavira terá de ser um concelho saudável onde apeteça viver, onde os espaços mais nobres estão disponíveis para os cidadãos, onde se circule e se estacione, onde se passeie, onde se vá às compras, onde se faça desporto ao ar livre, onde se viva em segurança, enfim, um concelho sustentável.

Tavira não pode ser apenas o concelho em que mais de 60% da habitação é secundária. Tem de estimular as suas forças internas, tem de ser um concelho vivo. Para isso tem de ter uma estratégia para gerar empregos de qualidade, associada à defesa das actividades económicas existentes e ao empreendedorismo.

Tavira terá de voltar a ter um comércio de nível superior e que qualifique o território e os seus referenciais. Tavira terá que apostar na globalidade das actividades económicas que tão bem caracterizam este concelho. Temos de dar importância à agricultura, à pesca, às indústrias, aos serviços e ao comércio e turismo.

A grande aposta para o nosso concelho é não deixar que se transforme num dormitório dos vizinhos. É muito mais que isso. Temos a ambição que Tavira passe a polarizar todo o Sotavento Algarvio e estenda a sua influência à Província de Huelva.

Queremos um desenvolvimento económico para o concelho, mas não o concebemos sem coesão social, como forma de incluir todos os que em momentos da vida sentem dificuldades.

Defendemos um conjunto de novas políticas sociais autárquicas, pelas quais as situações de emergência social dos munícipes são tratadas e apoiadas, os idosos se sentem integrados e acompanhados, as crianças e as famílias são apoiadas com respostas sociais de creche, jardim-de-infância e ATL’s e a Rede Social funciona com todos, participando na definição e acompanhamento ou tratamento dos problemas do concelho.

Valorizamos a participação das instituições de solidariedade do Concelho, como forma de melhorar os níveis de inclusão social, resposta social e Solidariedade Social.

O mar será uma das nossas principais apostas. A par dos novos portos de Santa Luzia e Cabanas, queremos construir o porto de pesca e porto de recreio de Tavira. Queremos que o Gilão, verdadeiro ex-líbris da cidade, seja um exemplo de integração do rio na vida da cidade. Queremos que as ilhas sejam uma mais-valia para o concelho e não mais um problema.

Queremos afirmar Tavira como o pólo artístico e cultural da região. Para isso propomo-nos desenvolver e sustentar o programa Viver Tavira, apoiar e projectar as instituições e artistas de referência do nosso concelho. Queremos recuperar o património arquitectónico e arqueológico.

Queremos valorizar a Arte Sacra. Queremos valorizar as culturas tradicionais e o património cultural. Vamos fomentar as Universidades Artísticas de Verão no nosso concelho. Propomos a gestão integrada do Palácio da Galeria e restantes equipamentos de relevância cultural: Museu Municipal, Auditório Municipal, Mercado da Ribeira, etc.

Preconizamos um grande incremento no desporto do nosso concelho, numa perspectiva de Desporto para Todos, com adopção de estratégias e prioridades claras em termos de competição, nos desportos com maior representatividade e potencial de desenvolvimento, em termos nacionais e internacionais. Apostamos em políticas de formação de atletas, em qualquer modalidade, como forma incentivarmos os nossos jovens à prática do Desporto e representarem Tavira desde jovens.

Todos somos poucos para unir esforços e alcançar estes objectivos. Todos somos poucos para devolver Tavira aos Tavirenses e reforçar os nossos laços comunitários.

Tavira precisa de todos e de cada Tavirense para dar os passos necessários para afirmar-se como principal pólo urbano do Sotavento Algarvio.

Para que Tavira seja uma cidade mais viva e inclusiva, cada um de nós tem um papel a desempenhar. Uma missão que não podemos recusar!

Convido-vos, hoje, a participar neste processo de mudança de forma activa e empenhada. De forma responsável e tolerante, respeitando os desígnios e os princípios que fizeram Abril, contribuindo para uma Democracia mais forte e solidária.

Todos por Tavira, porque Tavira vai voltar a ser de todos!

Jorge Botelho
Tavira, 22 de Abril de 2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jorge Botelho faz Declaração Pública

O candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Manuel do Nascimento Botelho, efectuará uma Declaração Pública no próximo dia 22 de Abril (Quarta-feira), pelas 16 horas, que terá lugar no Restaurante A VER TAVIRA, para a qual estão convidados os órgãos de comunicação social.

O
Restaurante A Ver Tavira está localizado na zona da Vila-a-Dentro, junto ao Castelo, à Igreja de Santa Maria e ao Palácio da Galeria / Museu Municipal de Tavira. Devido aos condicionalismos de trânsito nesta zona da cidade, recomendamos que estacione a sua viatura nos parques da Rua dos Bombeiros Municipais, do Bairro da Belafria ou da Rua Chefe António Afonso, após o Centro Coordenador de Transportes.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dia da Liberdade comemorado em Tavira

O Partido Socialista de Tavira vai comemorar o Dia da Liberdade, com um almoço a realizar-se no dia 25 de Abril (Sábado), pelas 13 horas, no Restaurante Vale d’el Rei, em Pedras d’el Rei – Santa Luzia.

Estão previstas intervenções alusivas ao 35.º Aniversário da Revolução dos Cravos de Luís Villas Boas (Militar de Abril e director do Refúgio Aboim Ascensão / Emergência Infantil) e de Jorge Botelho (Presidente do PS-Tavira e candidato à presidência da Câmara Municipal de Tavira).

Para além das intervenções comemorativas, haverá música ao vivo com o grupo Cantares de Abril. Os bilhetes de ingresso devem ser reservados até ao próximo dia 23 de Abril junto dos membros do Secretariado (966393006 / 910616353) e/ou dos Presidentes de Junta (Adultos – 15 ROSAS, crianças dos 6 aos 11 anos – 6,5 ROSAS e até aos 5 anos – GRÁTIS). Faça já a sua reserva. Lugares limitados!

A sua presença é importante para dar um novo rumo a Tavira. Traga outros amigos e festeje o Dia da Liberdade. CONTAMOS CONSIGO!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

REGIÃO SUL - Entrevista On Line com Jorge Botelho

PS tenta conquistar Tavira 12 anos depois

in
Região Sul, 2009.04.06

Tavira é um dos dois concelhos do Algarve cuja disputa eleitoral autárquica não vai contar com recandidatura do edil em funções (o outro concelho é Aljezur). Pelo PS vai tentar ganhar a Câmara o actual director distrital do Centro Regional de Segurança Social do Algarve, Jorge Botelho.

Em entrevista online ao Região Sul, conduzida pelo jornalista João Vargues, o candidato analisa 12 anos de PSD na Autarquia e explica o que quer para a cidade.

PERFIL - Jorge Manuel do Nascimento Botelho, 41 anos, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Fez estágio da Ordem dos Advogados e exerceu na cidade de Tavira. Tem uma pós-graduação em Gestão Empresarial pela Universidade do Algarve. É Inspector Principal da carreira de Inspecção Superior da Segurança Social. Entre 1996 e 2000 foi vogal do Conselho Directivo do Centro Regional de Segurança Social do Algarve, passando a director distrital entre 2001 e 2002 e desde Maio de 2005. A nível autárquico, desde 1997, é membro da Assembleia Municipal de Tavira. É também membro da Assembleia da Comunidade Inter-Municipal do Algarve, e presidente da concelhia do PS/Tavira.

Região Sul: Como analisa os 12 anos de mandatos do PSD em Tavira?

Jorge Botelho: Nos 12 anos de mandato do PSD em Tavira verificou-se um crescimento do Concelho em termos urbanos e uma visibilidade do mesmo em termos jornalísticos e de comunicação social. Foram contruídos um conjunto substancial de loteamentos e blocos de apartamentos que, ajudaram a descaracterizar o concelho, nomeadamente em freguesias como Conceição e Cabanas.

Realçar as iniciativas culturais e de preservação do património histórico que teve realce positivo, já que existiram meios financeiros para tal. Por outro lado cometeram-se um conjunto de erros, já que a baixa da cidade foi encerrada ao trânsito, prejudicando de forma grave o comércio tradicional, as acessibilidades estão desordenadas e as taxas municipaias caracterizam-se por ser as mais altas do Algarve, bem como o preço da água e saneamento, cujos preços são os mais caros.

RS: Mobilidade urbana foi uma das áreas anunciadas como prioritárias pelo PS local. Que problemas encontra nesta área em Tavira e como tenciona resolvê-los?

JB: Fundamental para a cidade e o Concelho, nomeadamente para a sua dinâmica comercial é de facto a mobilidade. É preciso combater eficazmente a desertificação humana e económica da cidade de Tavira, que efectivamente já se verifica, resultado de medidas erradas tomadas no tempo da actual vereação.

É preciso de forma urgente abrir a baixa da cidade ao trânsito, para que as pessoas acedam mais facilmente ao centro da cidade, é necessário proceder imediatamente a um estudo de trânsito global da cidade, que fomente as acessibilidades e a dinâmica económica, é necessário criar parques de estacionamento na baixa da cidade que permitam o afluxo de pessoas ao mesmo e acima de tudo é necessário fomentar medidas que levem pessoas ao Centro da cidade, em ambas as margens para que todos possam usufruir do Gilão, da ponte romana, da cidade em si, da sua arquitectura, das suas gentes simpáticas e hospitaleiras.

RS: Outra das preocupações anunciadas pelo PS-Tavira prende-se com a dinamização do pequeno comércio. Objectivamente, o que pretende fazer nesse sentido?

JB: Este é sem dúvida um desafio, já que o pequeno comércio em Tavira terá brevemente um grande superficie no concelho. Por isso é necessário incentivar as pessoas a comprar no comércio tradicional, por uma relação de proximidade com as pessoas.

Todavia é necessário reordenar as acessibilidades do trânsito, de forma a que quem cá vive e quem nos visita conheça ou tenha possibilidade de conhecer a baixa da cidade. É necessário dinamizar o comércio da baixa e é necessário tomar medidas que incentivem o comércio tradicional. Pretendemos criar um nova dinâmica para o baixa, de forma a combatermos a desertificação que hoje se verifica e o grande desânimo dos comerciantes, que veêm enfraquecer os seus negócios.

RS: Com o actual momento de crise, a área social é uma preocupação transversal a todos autarcas e candidatos a autarcas. O facto de estar profissionalmente ligado a essa área poderá ser uma mais valia em relação a outros? Se sim, porquê?
JB: Sem dúvida que a minha experiência e sensibilidade para a área social se traduzirá no futuro numa mais valia para as pessoas do concelho de tavira. Está previsto para breve uma transferência de competências sociais, que neste momento estão com a Segurança Social, isto é, na minha actual gestão, para as autarquias locais.

Esta é desde logo uma vantagem, pois a adaptação destas novas competências a nível local deve ser feita imediatamente, para que os cidadãos não tenham quebras num apoio que neste momento é prestado pela Segurança Social e que passarão paras as Câmaras, ao nível da própria vida das pessoas e de apoios imediatos para situações de carência familiar.

Por outro lado, a Segurança Social aprovou um conjunto de equipamentos sociais para Tavira, que agora começarão as obras e que é necessário que a autarquia tenha os meios financeiros e técnicos direcionados para a sua construção. também neste campo de alargamento das respostas sociais considero-me uma mais valia para Tavira, uma vez que tenho estado ligado à construção de respostas sociais nos últimos anos.

RS: Se vencer a corrida autárquica quais serão as primeiras mudanças estratégicas a efectuar relativamente à filosofia do anterior executivo?

JB: Queremos mudar desde logo o paradigma do exercício do poder autárquico em Tavira no que diz respeito à relação entre a Vereação, o Presidente e os Tavirenses, humanizando e facilitando esta interacção, com uma postura mais próxima da população e das suas necessidades, recebendo e ouvindo os munícipes quando eles necessitarem.

A importância está nas pessoas e o poder autárquico deve estar ao serviço destas. Por outro lado, deverá ser definido um novo rumo para Tavira em termos desenvolvimento económico, que se deverá virar para o mar, para as actividade náuticas e requalificando as suas zonas ribeirinhas e frente de mar, de forma a que possamos ser atractivos para o turismo, com melhores oportunidades para os que cá vivem. Iremos fomentar o pequeno comércio, abrindo o trânsito da baixa em primeiro lugar e promovendo um estudo geral sobre acessibilidades da cidade e das suas freguesias.

Tavira tem uma riqueza histórica e cultural que deve potenciar, e um património arquitectónico singular que deverá atrair quem nos visita e ser motivo de orgulho para quem cá vive.

RS: Que outras linhas orientação quer desde já destacar daquele que será o seu programa eleitoral?

JB: Melhorar as taxas de cobertura dos equipamentos sociais em Tavira, de forma a que todas as famílias tenham uma resposta social no seu concelho (creches, pré-escolar, ATL, lar de idosos, apoio domiciliário, pessoas com deficiência, cuidados continuados...), em parceria com as instituições de solidariedade do concelho.
- dar condições ao parque escolar e à comunidade educativa para o exercício das suas funções
- apoiar as instituições culturais do concelho
- apoiar as instituições desportivas do concelho
- promover eventos no concelho durante todo o ano e ter no Verão uma programação de qualidade.
- Agilizar os procedimentos adminitrativos da Câmara, de forma a uma celeridade nas respostas ao cidadão e aos agentes económicos

terça-feira, 31 de março de 2009

As pessoas estão em primeiro lugar!

Intervenção de Jorge Botelho sobre "Política Social Autárquica", efectuada no Fórum Autárquico Regional, promovido pelo PS-Algarve, em Faro no dia 28 de Março.

«Cara(o)s Camaradas
Cara(o)s Amigos

Falar de Política Social Autárquica, como me foi proposto, no presente Fórum Autárquico Regional, constitui motivo de satisfação e de oportunidade, já que, tenho dedicado anos da minha vida às políticas sociais e à sua concretização na Região do Algarve, tarefa que tenho feito com orgulho de pertencer à família Socialista, detentora de uma sensibilidade especial para as matérias da inclusão, combate à pobreza e promoção da igualdade de oportunidades.

Para o Partido Socialista, as políticas sociais ocupam um lugar central nas preocupações da governação, seja ao nível do central, seja ao nível autárquico, quer nas Câmaras Municipais, quer nas Juntas de Freguesia, já que temos como matriz uma visão humanista, baseada na responsabilidade de proporcionarmos aos nossos cidadãos condições de vida e de apoio às suas necessidades.

Estamos a atravessar um tempo em que as decisões sobre as necessidades dos nossos cidadãos devem ser dadas cada vez mais rápidas e com maior proximidade, sendo certo que as autarquias assumem um papel determinante na resposta às dificuldades e necessidades.

Na verdade, ao nível das políticas sociais é cada vez mais necessário trabalhar a particularidade, as pessoas, os indivíduos, o caso concreto. Fomentar a proximidade aos cidadãos, recorrendo às redes formais e informais que constituem o tecido social e promovendo a sua participação e envolvimento na criação de políticas sociais e comunitárias, nomeadamente políticas de acção social, políticas de habitação, educação e de saúde…é efectivamente um caminho a seguir.

As Autarquias devem ter, no futuro, maiores responsabilidades na gestão e acompanhamento das dinâmicas sociais, com mais meios afectos (materiais e humanos), num quadro que se pretende próximo, de descentralização de competências do Governo para as autarquias locais que fomente a intervenção social ao nível local como a principal intervenção para a resolução das questões sociais das famílias portuguesas.

No meu ponto de vista, a proximidade que as Autarquias Locais têm na identificação dos problemas ao nível social e no facto de os sentir em primeira linha, resultarão melhores e mais rápidas soluções para os munícipes. É o caminho a seguir.

Como dizia um velho Slogan “As pessoas primeiro”, pelo que a gestão autárquica deve dar prioridade às questões sociais do concelho, implementando uma política social baseada no apoio às famílias, em todas as suas dimensões e necessidades, envolvendo-se particularmente no desenvolvimento de respostas que permitam a criação de postos de trabalho e por isso o combate ao desemprego, aumentando os índices de cobertura das respostas sociais e por isso, satisfação dos cidadãos.

As Autarquias governadas por socialistas, têm de alinhar as preocupações de governação com o aumento do nível de bem estar das suas populações, num combate sem tréguas à pobreza e às desigualdades sociais, no objectivo de conseguir promover a coesão social, a igualdade de oportunidades para todos.

Resulta assim a Prioridade da Área Social dentro das preocupações de gestão de qualquer autarquia.

Há que mudar as práticas e o paradigma de intervenção. É tempo das Autarquias assumirem competências crescentes em matérias de políticas sociais. Os munícipes sentirão no seu dia a dia a diferença.

Partimos do princípio de que, como autarcas eleitos, devemos ir ao encontro das necessidades efectivas dos nossos munícipes, praticando uma cooperação e parceria efectiva e permanente entre as IPSS, Misericórdias e demais forças vivas do concelho, tendo em vista conseguir, um diagnóstico concelhio real da situação social e promover as adequadas soluções e medidas que sejam consideradas necessárias.

É que ao nível da intervenção social, o papel das nossas autarquias deve ser o de encontrar soluções, através da promoção de parcerias activas ao nível local, chamando a intervir, se esse for o caso, a Segurança Social na procura das respostas.

Temos de desenvolver uma política social que privilegie a simplificação e desburocratização dos procedimentos, de forma a permitir uma resposta mais célere e eficaz aos cidadãos e que garanta condições para o pleno exercício da cidadania. Um papel que promova o empreendedorismo, favorecendo todos os que estão desprovidos de instrumentos para a tão desejada mutação sociais, nomeadamente apostar em iniciativas, programas e projectos de acção social.
O agravamento de indicadores como a taxa de desemprego e todas as consequências que daí advêm (como são disso exemplo os problemas relacionados com o alcoolismo, a toxicodependência, a violência doméstica, as crianças e jovens em risco, etc.), fazem da inclusão social uma prioridade municipal.

Saliento, nesta ocasião, o papel fundamental das diversas Instituições de Solidariedade Social que desenvolvem a sua actividade nos concelhos e prestar aqui o devido reconhecimento aos homens e mulheres que solidariamente prestam apoio aos que dele precisam, pelo seu contributo inestimável para a promoção de uma sociedade com mais solidariedade. Na verdade, estas instituições desempenham hoje, com grande abnegação e competência, uma função essencial que cabe em última linha ao Estado desenvolver.

Nos concelhos geridos pelos Autarcas do PS, e a nível da intervenção social, devemos ser exigentes e reivindicativos na procura de soluções, activamente participativos nos locais em que se reunam os parceiros sociais concelhios, e “o motor” da intervenção social ao nível do concelho, para que sejamos nós, autarcas, os agentes pioneiros da mudança e do aumento dos níveis de coesão social e de cobertura de respostas sociais, no território por nós gerido.

O caminho a seguir deverá passar por:

1. Reforço do trabalho em parceria que ocorre ao nível da Rede Social, nomeadamente no seu Núcleo Executivo, reforçando as soluções e meios para a intervenção concertada das questões e problemas com que são confrontados e com uma implantação ao nível das Comissões Sociais de Freguesia.
2. Procurar integrar socialmente os beneficiários do RSI, através de uma participação mais empenhada e com soluções nos Núcleos Locais de Inserção do RSI, que trabalham a nível concelhio.
3. Identificar e Promover acções concretas para que, todos os munícipes possam aceder às medidas existentes para melhorar as condições de vida e de bem estar.
4. Minimizar riscos com a participação empenhada nas Comissões de Protecção de Menores (CPCJ), tendo em vista a efectiva protecção e integração social de menores em risco.
5. Desenvolver e Implementar programas específicos que contribuam para o desenvolvimento social dos territórios que visam, de forma multisectorial e integrada, promover a inclusão social dos cidadãos através de acções, a executar em parceria, que permitam combater a pobreza persistente e a exclusão social em territórios deprimidos, devendo ter como principais eixos de intervenção a criação de emprego, formação e qualificação, intervenção familiar e parental, capacitação da comunidade e das instituições e informação e acessibilidade, rentabilizando os recursos da comunidade local.
6. Planear e Promover uma taxa de cobertura adequada das diversas respostas sociais, que possibilitem colmatar as necessidades existentes.
7. Necessidade de uma política social de habitação que procure ajustar a oferta e a procura através de um melhor aproveitamento do parque habitacional existente, lançando mão das formas contratuais mais adequadas para as famílias.

Esta é a nossa forma de ver o papel social das autarquias, que se quer crescente e cada vez mais actuante.

Queremos ser possuidores de mais competências em matéria social e pretendemos criar condições de resposta que possibilite essa responsabilidade.

Pretendemos coesão, promoção da cidadania e igualdade de oportunidades para os nossos munícipes, porque para nós, SOCIALISTAS, as pessoas estão em primeiro lugar.

Jorge Botelho»

quarta-feira, 25 de março de 2009

Fórum Autárquico debate políticas sociais

O presidente do PS-Tavira e candidato á presidência da Câmara Municipal de Tavira, Jorge Botelho, participa no próximo sábado no Fórum Autárquico do PS-Algarve, onde fará uma comunicação sobre "Política Social Autárquica".

Mais informações sobre esta
iniciativa no sítio oficial do PS-Algarve!